Como aumentamos a geração de demanda B2B com tráfego pago em 90 dias
Se você lidera uma empresa B2B e sente que “tráfego pago não funciona”, vale fazer uma pausa antes de concluir isso.
Na maioria das vezes, o problema não é o canal (Google ou LinkedIn). O problema é entrar com mídia sem estratégia, sem clareza de ICP, sem ajuste de mensuração e sem alinhamento entre marketing e comercial.
Foi exatamente esse o cenário que encontramos em uma empresa de SaaS B2B.
No diagnóstico realizado previamente (feito pela CMO da empresa, com contribuição de nossa CMO Thais Sigolo) a geração de demanda vinha majoritariamente de indicações, e de tentativas de campanhas anteriores que não conseguiram tracionar (leads frios, fora do perfil e com intenção desalinhada ao produto).
O objetivo era claro: criar demanda previsível, estruturando o caminho completo entre reconhecimento → consideração → conversão.
Antes do tráfego, veio o que realmente muda o jogo: estratégia
Antes de mexer em campanha, o primeiro passo foi organizar a casa:
1) Diagnóstico do problema real
O histórico mostrava um padrão comum em B2B:
- Leads que até “chegavam”, mas não avançavam (ICP errado, dor errada, expectativa errada).
- Campanhas que tentavam vender para todo mundo e, no fim, não falavam com ninguém.
2) Refinamento de ICP e foco em contas certas
Em B2B, eficiência não é volume. É foco.
Por isso, refinamos o perfil de cliente ideal e orientamos a estratégia para um modelo de geração de demanda baseada nos princípios do B2B Insiders.
- Dados firmográficos, dores e necessidades dos clientes da base e do mercado.
- Dimensionamento do mercado, com base em dados extraídos do Driva.io
95% das empresas estão fora do momento de compra. Empresas que focam apenas em captura de leads ignoram essa lei, pagam mais caro por leads que não conhecem sua marca e dificilmente convertem.
3) Lista de contas + enriquecimento de contatos
Para dar escala com precisão, usamos uma abordagem de lista de contas com apoio de dados e enriquecimento de contatos, extraídos do Driva.io, conectando:
- empresas dentro do ICP
- personas compradoras e influenciadoras
- segmentações e listas para ativação no LinkedIn
Esse tipo de estrutura muda o nível do jogo, porque você para de anunciar “para segmentos” e começa a anunciar para as contas certas, com mensagens alinhadas a cada etapa.
A base invisível (e decisiva): mensuração e dados bem configurados
Um ponto que separa “campanha rodando” de “campanha performando” é mensuração.
No período, foram realizados ajustes e estruturações para garantir rastreio real de conversões e leitura correta dos dados:
- ajustes no GTM para acompanhar conversões das campanhas
- criação e parametrização do GA4
- gestão contínua com otimizações (termos de pesquisa, negativas, testes, lances)
- relatórios semanais
Sem isso, o risco é alto: você até investe, mas não consegue enxergar com precisão o que gerou resultado, e o comercial sente primeiro.
A estratégia de mídia: Google para os 5% e LinkedIn para os 95%
Um dos erros mais comuns em B2B é esperar que todo mundo esteja pronto para comprar agora.
LEI DOS 95/5
Não mais do que 5% das empresas estão em momento de compra
Na prática, a maior parte do mercado está em fase de:
- entender melhor o problema
- comparar abordagens
- mapear opções
- construir confiança
Por isso, desenhamos um mix de canais com papéis bem definidos:
Google Ads: foco em conversão (capturar intenção de compra)
No Google, fomos atrás dos leads com intenção ativa, pessoas já buscando soluções relacionadas à gestão de SSMA.
Resultados do Google Ads (90 dias):
- Impressões: 167.654
- Cliques: 10.801
- Conversões: 161
- CTR: 6,4% (excelente para B2B)
- CPC: R$ 1,80
- CPA: R$ 120,86
- Taxa de conversão (CVR): 1,5%
Em B2B, principalmente em nichos técnicos, esse conjunto (CTR + CPC + CPA + volume de conversões) é um sinal forte de que a comunicação e a intenção estavam bem casadas.
LinkedIn Ads: foco em awareness (gerar demanda e aquecer contas)
No LinkedIn, a missão foi diferente: não era “converter a qualquer custo”.
Era:
- construir presença
- gerar reconhecimento de categoria e marca
- aquecer contas específicas
- apoiar o comercial com sinal de intenção (engajamento)
Resultados do LinkedIn Ads (Awareness):
- Contas alcançadas: 158.275
- Impressões: 458.966
- Cliques: 1.005
- CPC: R$ 5,58
- Page Views: 761
- Frequência média: 9,97
- E, principalmente: 68 empresas chegaram a nível de awareness qualificado para abordagem comercial
Esse é um ponto-chave: quando o LinkedIn é bem usado em B2B, ele não é “rede social”. Ele vira motor de geração de demanda por conta, ajudando o comercial a abordar empresas mais quentes e conscientes.
Investimento e alocação: onde colocamos energia
No período, o investimento total utilizado foi LinkedIn Ads: 67,3% e Google Ads: 32,7%
Essa distribuição faz sentido quando você está construindo demanda B2B de forma saudável:
- Google captura intenção existente
- LinkedIn cria intenção futura nas contas certas
Onde a IA entra (do jeito certo) para multiplicar performance
Hoje, a diferença entre tráfego “ok” e tráfego que vira máquina de demanda está no uso inteligente de dados + IA, sem perder estratégia.
Na exiTOS, a IA pode atuar como acelerador em 5 frentes práticas:
- Pesquisa e clusterização de intenção (SEO + Ads)
IA ajuda a mapear e agrupar termos por intenção (dor, solução, comparação, custo, conformidade etc.), facilitando:
- estrutura de campanhas
- roteiros de páginas
- conteúdo para nutrir os 95%
- Velocidade de testes (criativos e copies)
Em vez de “uma copy por mês”, você consegue gerar variações para testar rapidamente, e o humano entra para:
- validar compliance do setor
- ajustar tom
- garantir precisão técnica
- Análise mais profunda do funil
IA acelera leitura de dados, encontrando padrões como:
- termos que geram leads errados
- combinações de anúncios/segmentação com maior CVR
- gargalos por etapa (visita → LP → formulário → venda)
- Qualificação e priorização (lead scoring)
Quando integrado a CRM e dados de engajamento (especialmente no LinkedIn), a IA pode apoiar o comercial a priorizar:
- contas com maior chance de fechamento
- timing de abordagem
- melhores argumentos por setor
- Governança e consistência
IA não substitui estratégia. Mas ajuda a manter consistência:
- de mensagens
- de padrões
- de documentação e rotinas de otimização
O resultado é simples: você toma decisões com mais velocidade, mas sem perder o que mais importa em B2B, contexto e precisão.
Próximos passos: escalar com consistência
Depois dos 90 dias, o plano indicado inclui expansão de campanhas (como remarketing e Performance Max no Google), o caminho natural para:
- capturar novamente quem já visitou
- aumentar eficiência do CAC
- amadurecer mais rápido as contas aquecidas
Conclusão: tráfego pago B2B não é sobre mídia. É sobre geração de demanda.
Se você quer previsibilidade em B2B, não basta “rodar anúncio”.
Você precisa de:
- ICP e mensagem bem definidos
- dados e conversões rastreados corretamente
- funil alinhado com a realidade do mercado (5% vs 95%)
- mídia com papel claro em cada etapa
- conteúdo e relacionamento como sustentação
- e, agora, IA como acelerador de velocidade e consistência
Se sua empresa busca um parceiro que una estratégia B2B + execução de tráfego + inteligência de dados, a exiTOS é exatamente esse tipo de parceria.
Fale com a gente e vamos desenhar um plano sob medida para sua geração de demanda.
Autora: Thais Sigolo – fundadora da exiTOS – Marketing de Resultados
Sim, quando há estratégia, ICP definido e uso correto dos canais.
Ele serve para gerar demanda e aquecer contas, facilitando a venda.
Sim, principalmente para capturar leads com intenção ativa de compra.



